Estudos recentes demonstram que empresas com maior diversidade no conselho de administração têm 27% mais chances de apresentar desempenho financeiro superior em comparação com aquelas com menor diversidade. Além disso, uma pesquisa realizada em 2023 pela McKinsey & Company revelou que corporações com equipes executivas diversas em gênero têm 25% mais chances de ter um desempenho financeiro acima da média, enquanto aquelas com diversidade étnica apresentam 36% mais probabilidade de superar seus concorrentes.

Esses dados reforçam que as políticas de Diversidade, Equidade, Inclusão e Pertencimento (DEIP) se mantêm importantes não apenas por uma questão ética, mas também como uma estratégia eficaz para melhorar o desempenho e a competitividade das empresas no mercado atual. No Brasil, um país ainda tão marcado por profundas desigualdades sociais, a adoção e a manutenção de políticas e práticas corporativas de DEI&P se mostram como uma sustentação importante para o negócio, além, obviamente, de ferramentas de implementação de ações de responsabilidade social. A integração do conceito de DEI&P às práticas de ESG (Environmental, Social, and Governance) se mostra como um caminho de evolução e reforça ainda a importância dessas políticas.
No Brasil, onde a desigualdade social é um desafio histórico constante, as políticas de DEIP devem resistir, já que são ferramentas importantes para equilibrar a atuação das empresas junto à sociedade civil. Seja por meio de ações em prol da equidade de gênero, racial ou de outras formas de diversidade, corporações que prezam por equipes mais diversas constroem uma base mais sólida e resiliente, mais preparada para os desafios do futuro. Segundo dados da Diversitera, empresa especializada em promover diversidade, equidade e inclusão (DEI) dentro das organizações, apenas 35% dos cargos de alta liderança (gerência executiva, diretoria e C-Level) no Brasil são ocupados por mulheres. Esses números demonstram um avanço obtido nos últimos anos, mas ressaltam o longo caminho que ainda precisamos percorrer para garantir representatividade compatível com a realidade do país nos espaços de poder no mercado brasileiro.
Além disso, a inclusão de diferentes perspectivas em um ambiente corporativo leva à inovação, aumento da criatividade e melhores decisões de negócios. Organizações que valorizam e implementam políticas de DEI&P têm 87% mais chances de tomar decisões mais eficazes, o que pode ser determinante para o sucesso em um mercado cada vez mais competitivo. Esses dados demonstram o impacto direto de ações voltadas à diversidade nos resultados das empresas e no desempenho organizacional. Empresas que não se engajam com DEIP e ESG, ou que acham que trata-se de moda passageira e que podem prescindir desses temas, correm o risco de perder oportunidades de inovação, enfraquecer sua imagem institucional e afastar os melhores talentos. Já as organizações que mantém seu compromisso com a diversidade e a inclusão conquistam a confiança do público, atraem talentos mais qualificados e, consequentemente, se tornam mais competitivas. A chave para o sucesso está em transformar boas intenções em ações concretas e estruturadas, atendendo às pressões externas e internas, tanto de consumidores quanto de investidores. Trabalhar por um mundo mais justo ainda é importante.
Texto publicado originalmente no LinkedIn em 10 de junho de 2025.

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